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Dia da Alimentação | Sophie Deram

Dia Mundial da Alimentação: a principal dica da Sophie Deram vai surpreender você

 

Celebrado em mais de 150 países, o Dia Mundial da Alimentação tem como objetivo chamar a atenção do mundo para questões relativas à nutrição e à alimentação. Duas das principais preocupações do Hippo, que investe diariamente na produção e oferta de produtos mais saudáveis.

Pensando nisso, a Rede preparou uma entrevista especial com a nutricionista Sophie Deram, especialista em comportamento alimentar. Com o seu trabalho, ela inspira as pessoas a viver uma vida mais feliz e saudável. E sabe qual a principal dica dela? Não fazer dieta. Confira:

 

Quais os hábitos alimentares que você considera os maiores responsáveis pela longevidade?

 

Eu vejo três fatores: o primeiro deles é a alimentação, claro que alimentação é essencial, mas não de maneira neurótica, perfeita, e sim uma alimentação com bastante qualidade e também um comportamento alimentar tranquilo, então viver bem, em paz com a comida e também celebrar com os amigos e a família.

Em segundo, está atividade física, mas não necessariamente numa academia se matando, mas ser ativo. Também acho importante ter o sono bom, porque às vezes, quando as pessoas estão cansadas, acham que fazer atividade física vai ajudar, mas na verdade complica, pois deixa o corpo ainda mais cansado.

O terceiro fator é saber lidar com o estresse. O ideal seria conseguir meditar. Nem todos conseguem meditar, mas pelo menos conseguir dar uma parada na correria, saber viver o momento, sabendo se distanciar dos problemas do dia a dia, isso ajuda muito na longevidade. É interessante, pois o estresse, por si só, não é ruim para a saúde, inclusive pessoas que não têm estresse morrem mais cedo. Mas há uma diferença entre o estresse que você não pode controlar, que é o da vida e deixa você preparado para a batalha, e o estresse interno, que é o que você tem que aprender a lidar, viver de uma maneira mais suave, respirar, dar uma paradinha para controlar a ansiedade do dia a dia.

 

Quais são as mudanças emergenciais que o brasileiro precisa promover na busca da saúde?

 

Não somente o Brasil, a França também está na mesma neurose, o mundo inteiro encontra-se nisso. A primeira coisa seria parar de fazer dieta, parar de se machucar, ficar mais confiante de que nosso corpo é uma máquina maravilhosa, capaz de sarar. Não somos mais capazes de saber se é fome, se é tristeza, se é cansaço e vai comer. Temos que resgatar isso, que se chama mindfull, consciência alimentar. Você voltar a sentir, voltar a perceber. É um trabalho de terapia, interessante ver que todos nós nascemos assim e todos nós temos isso funcionando na nossa genética.

 

Dietas restritivas são gatilhos para o fracasso? Quais adaptações o organismo sofre por conta das dietas restritivas?

 

Existem muitas adaptações, as mais óbvias são aumento do apetite e diminuição do metabolismo. Hoje a gente vê que tem mudança de expressão de genes, de vários genes do cérebro, do estresse, dos relógios internos. Fazer muitas dietas descontrola o ritmo biológico. O que acho importante ressaltar é que aumenta o "comer emocional", quanto mais você faz dieta restritiva, mais você vai buscar recompensar nos alimentos tudo que você não quer. Você não quer comer, e seu cérebro só busca a recompensa nos alimentos.

 

Você utiliza em seu livro a metáfora da respiração para explicar a compulsão alimentar gerada pelas restrições, que está muito além da força de vontade. Como seria isso?

 

Voltar a se conscientizar e respeitar a fome. Respeitar a saciedade, mas também respeitar a vontade, que é diferente de fome emocional. Resgatar o prazer de comer. Não ficar mais obcecada por alimento o tempo todo, começar a sentir bem-estar, e continuar sem estresse nesse caminho sustentável. Com a respiração ninguém se preocupa, mas todo mundo se preocupa em comer; se pensar bem, comer e respirar devia ser tratado igual. A gente deveria comer com a mesma tranquilidade do que respirar, já que é uma necessidade básica.

 

Como sair desse círculo vicioso da compulsão alimentar?

 

Trabalho no Hospital das Clínicas com tratamento multidisciplinar, não é brincadeira.  Em 2013, a compulsão alimentar foi considerada uma doença psiquiátrica. Quem sofre de compulsão, que é realmente a perda de controle, precisa buscar ajuda médica, nutricional e psicológica, e não fazer dieta.  Se você coloca alguém que sofre de compulsão para fazer dieta, você vai aumentar a compulsão.

 

Como os pais podem implementar hábitos saudáveis na vida de seus filhos? Educação nutricional em casa se faz com exemplos?

 

Dois estudos independentes avaliaram que os três fatores mais associados à prevenção de obesidade em crianças são comer juntos, ter rotinas (dormir) e não ficar mais de duas horas assistindo TV (fazer atividade física). Se você prestar atenção, em nenhum deles entra comida. Se tem rotina, se tem o hábito de comer junto, se tem um bom sono e atividade física, você já coloca o seu filho num estilo de vida de qualidade. E, se você ainda melhorar a qualidade alimentar, é sensacional. O pai, a mãe, os responsáveis, a família e os educadores são os donos da rotina, dos horários. Mas, o apetite e a fome é da criança, se ela quiser repetir, pode. Esse crescimento da obesidade infantil que eu mais vejo é em crianças que sofrem restrições. Isso aumenta o apetite e elas comem escondidas.

 

Quanto aos alimentos funcionais, quais você elencaria como os top 10?

 

Na verdade, todos os alimentos verdadeiros são funcionais. Se quer comer funcional, vá na feira. Ninguém sabe exatamente da quantidade de castanha-do-pará ou de castanha-de-caju para a sua saúde. Infelizmente a nutrição funcional muitas vezes se coloca como fiscal, colocando regras extremamente rígidas, que acabam sendo restritivas, de tanto querer fazer do corpo uma máquina única, como se todo mundo funcionasse igual. Eu já vi obesos com lanches da tarde tão fracos... Como uma pessoa obesa consegue sustentar o apetite com esse tipo de regras? Infelizmente a nutrição funcional não está sendo bem colocada em prática.

 

Diante desse boom da nutrição funcional, focada só nos nutrientes, e não nos alimentos, como as pessoas recebem essa abordagem dela na prática clínica. As pessoas procuram nutricionista para tomar suplementos e comer coisas fit?

 

Eu não gosto nem de demonizar nem de colocar alguns alimentos como salvadores do mundo, são modas e não vão mudar a saúde da pessoa. Hoje a gente vê que saúde é padrão alimentar, não é o só o que você come num instante, é o que você está comendo ao longo da semana. Quanto mais variedade, quanto mais alimentos de verdade, melhor. Tem alimentos que realmente podem ser considerados superinteressantes, como as nozes e castanhas, mas não um tipo só, e sim uma mistura, porque nosso corpo precisa de variedade. Precisa de todos os legumes e frutas.

Um estilo de se nutrir muito interessante é a alimentação mediterrânea. Se você observar, não tem uma regra rígida, tem bastante legumes, nozes, azeite, bastante peixe, tem carne, mas não em excesso. Nesse padrão alimentar, a gente vê associação com uma melhora da saúde, sendo colocado como um dos padrões alimentares mais interessantes.

 

O aumento no diagnóstico de alergias e intolerâncias alimentares pode se relacionar com alguma prática alimentar?  Qual alternativa a senhora acredita que pode reduzir a incidência?

 

Quanto mais você assusta o paciente, mais ele tem alergias. Acredito que nossos avós tinham todos um pouquinho de intolerância à lactose, porque adulto geralmente tem. Mas uma pessoa que toma um pouquinho de lactose todos os dias no café da manhã, mesmo com intolerância, ela não vai ter problema, porque, se você não digere esse açúcar do leite, a sua microbiota vai digerir. Está mostrado que a nossa microbiota aguenta até 12g por dia de lactose, então não é de ficar cortando todo laticínio, toda fonte de lactose, que, em vez de ajudar na saúde, exclui um grupo alimentar muito interessante, especialmente em crianças, vejo loucuras, cortam o glúten e a lactose de crianças. Não tem mais bolo, não tem mais iogurte. É uma loucura, não faz sentido científico. Mas se alguém não estiver bem, com sinais de inflamação e intolerância, vale a pena buscar um especialista e fazer uma avaliação, infelizmente acho que é um novo terrorismo alimentar.

 Foi feita uma pesquisa com pacientes com intolerância alimentar sem ser celíaco, e usaram um placebo dizendo que era glúten, e os pacientes tinham todos os mesmos sintomas, é muito psicológico.

 

Que mensagem deixaria para as pessoas que buscam mais qualidade de vida em seu dia a dia?

 

Não faça dietas. Coma mais alimentos verdadeiros e menos industrializados, e com isso  não estou dizendo para não comer nenhum alimento industrializado. Deve-se diminuir os ultraprocessados, tudo que vem com excesso de açúcar, gordura, sal, mas não fazer guerra. Interessante que, quando aumenta os alimentos verdadeiros, você automaticamente diminui os outros. Também é interessante cozinhar, este ato está incrivelmente associado à melhora na saúde. Uma pesquisa de Harvard mostra que quem cozinha em casa e se alimenta de alimentos mais caseiros tem a melhor prevenção para obesidade e diabetes tipo II. As pessoas que cozinham em casa, quando vão sair para comer, vão ser gourmet, eles não vão no “junkfood”. Você fica com uma busca maior de qualidade e prazer.




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